Grande árvore imponente
Que se encontra perto da estrada
Junto à represa fez se presente
Ao lado das águas fez sua morada
De um encontro casual, uma história a ser contada
Havia uma criança que brincava contente
E, entre os galhos do salgueiro sorria embalada.
Mas não esperava o que viria pela frente.
Sem motivo algum aparente
Serraram o velho salgueiro em tarde ensolarada
A criança triste perdeu sua árvore e de repente,
A brincadeira estava acabada.
As folhas verdes balançam com o vento
Que vocifera nas montanhas ao longe.
E o assovio veemente anunciador
Da alvorada que vem chegando.
Junto com o vento ventando
Rasgam o céu as trovoadas.
O tronco grosso mantém-se firme.
Dentro do solo se seguram as raízes.
Enquanto o trovão ressoa
Num estridente ribombar,
Remexem-se os galhos em frenético balançar.
Uma criança vê a luta se estender.
Os galhos como braços venturosos
A desafiar a chuva vindoura.
No sombrio alvorecer, Roland vê:
Uma árvore feito gente, um velho salgueiro feito homem.
***
Uma árvore na mente de uma criança
Planta que cresce com o tempo
Perdendo e ganhando forma
Deixando de ser de madeira
Para se tornar idéia
Uma figura de pensamento,
Personagem fantástico
Um antigo salgueiro morto
Tornado imortal como velho homem.
1 comentários:
A brincadeira não pode acabar pela morte de uma vida...há que ser criança mesmo quando cortam os galhos pueris do dias...
Bjs!
Postar um comentário