30.3.09

Experimentos "Pseudopoéticos"

Grande árvore imponente

Que se encontra perto da estrada

Junto à represa fez se presente

Ao lado das águas fez sua morada


De um encontro casual, uma história a ser contada

Havia uma criança que brincava contente

E, entre os galhos do salgueiro sorria embalada.

Mas não esperava o que viria pela frente.


Sem motivo algum aparente

Serraram o velho salgueiro em tarde ensolarada

A criança triste perdeu sua árvore e de repente,

A brincadeira estava acabada.


***

As folhas verdes balançam com o vento

Que vocifera nas montanhas ao longe.

E o assovio veemente anunciador

Da alvorada que vem chegando.

Junto com o vento ventando

Rasgam o céu as trovoadas.


O tronco grosso mantém-se firme.

Dentro do solo se seguram as raízes.

Enquanto o trovão ressoa

Num estridente ribombar,

Remexem-se os galhos em frenético balançar.


Uma criança vê a luta se estender.

Os galhos como braços venturosos

A desafiar a chuva vindoura.

No sombrio alvorecer, Roland vê:

Uma árvore feito gente, um velho salgueiro feito homem.


***


Uma árvore na mente de uma criança

Planta que cresce com o tempo

Perdendo e ganhando forma

Deixando de ser de madeira

Para se tornar idéia

Uma figura de pensamento,

Personagem fantástico

Um antigo salgueiro morto

Tornado imortal como velho homem.

1 comentários:

Fernanda Fernandes Fontes disse...

A brincadeira não pode acabar pela morte de uma vida...há que ser criança mesmo quando cortam os galhos pueris do dias...

Bjs!